por Carlos Nakao
Em momentos de turbulências econômicas, tais como o atual, observamos perdas financeiras entre os investidores com conseqüente redução nos patrimônios pessoais. Estas situações geram sofrimentos de intensidades variáveis, desde os contornáveis até os mais severos. Classifico-os em dois grupos: os calculados e os desnecessários.
Os sofrimentos calculados são aqueles que derivam de investimentos conscientes. Defino investimentos conscientes como sendo aqueles em que o investidor, no ato da aplicação, tem ciência do risco que corre e destina o montante do recurso ponderando risco e perspectiva de retorno. Nestes casos, o investidor tem a certeza de que as perdas realizadas derivaram de momentos de baixa, que a economia funciona ciclicamente e que, portanto, haverá futuro momento de alta que propiciará compensação às perdas.
Os sofrimentos desnecessários são aqueles que derivam de investimentos inconscientes ou especulações. Defino investimentos inconscientes como sendo os que o investidor, no ato da aplicação, não tem ciência do risco que corre e destina o montante sem ponderar o risco e a perspectiva de retorno. Nestes casos, o investidor não tem qualquer ciência sobre a origem das perdas nem dos ciclos que regem a economia. Trata-se de um sofrimento desnecessário, que poderia - e deveria – ter sido evitado.
Nunca é demais lembrar que todos os investimentos envolvem riscos e os mesmos devem ser ponderados no ato da aplicação. Nunca é demais lembrar que uma forma eficiente de minimizar os riscos é diversificar o patrimônio entre diversas aplicações. Como regra geral, sugiro investir em ativos de risco (tais como ações) somente após compor uma reserva financeira em investimentos de baixo risco (tais como CDB’s de bancos de primeira linha, fundos de renda fixa que aplicam em títulos públicos federais ou mesmo a tradicional poupança).
Não invista seu dinheiro sem consciência para evitar sofrimentos desnecessários.